sexta-feira, 2 de agosto de 2013

PAI



Não há dia e nem noite
Que no mais profundo da minha alma
Revolvam-se lembranças de quando criança
Brincava com os seus cabelos e com toda a paciência
Elogiava os penteados exóticos em sua cabeça eu fazia
Vem a saudade
A agonia de não poder estar perto,
O arrependimento por não ter lhe dado dias melhores,
A incapacidade diante de minhas mãos,
As lágrimas que escorrem escondidas em meu rosto
A fortaleza é destruída por eu não poder ser tão forte,
É tudo tão vazio
É tão inexplicável
É o tremor, a ternura, nas lembranças de seus abraços
No afago, quando eu permanecia em seu colo,
É o orgulho de vê-lo tão forte e corajoso
Esquecer até que ponto?
És meu pai e eu sua filha
É a ti que agradeço por tudo, pela vida,
Pelo seu exemplo de coragem, força e fé
Que não entregou tua vida tão fácil ao inesperado.
Não sei se tudo acaba como a matéria
Ou eleva-se como alma
Mas se puder, olhe por mim
Que no meu incondicional amor sempre estarei perto de ti.

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