terça-feira, 20 de agosto de 2013

Mais uma de bar

Perfilou-se
Podia seguir
Mas não conseguia
A gravitação não deixava
ou as calçadas que não estavam alinhadas?
desde que decidiu entrar por aquela porta
não havia mais escapatória
perdeu-se no tempo
nos escárnios
acendeu um cigarro barato
suas mãos grudaram naquele copo mal lavado
havia cheiro de perfume barato
e de suor de uma jornada de trabalho
Não havia ócio melhor que aquele
Esqueceu-se do tempo
Da mágoas e riu com os amigos
Contou piadas e mentiras
Falou de sexo
De música e de futebol
Contou piadas previamente decoradas
Riu de suas próprias histórias
Riu de todas as outras
Filosofou sobre política e religião
Profetizou novos rumos para economia
Sobre amores só restou lhe o maldizer
O difícil era reconhecer o caminho de volta
Porque seguro ali estava
Rodeados de amigos, inimigos, conhecidos e desconhecidos
Fora de si sentia-se feliz
Porque a Embriaguez
Pode não ser o melhor remédio
Mas cura temporariamente a vida da gente.
Já era tarde ou cedo
Não sabia ao certo a noção do tempo
Pelas vielas seguirá não tão sozinho
Porque sempre há um cão para acompanhá-lo
Mas é preciso voltar casa e para vida
mas sempre haverá um imã que o atrairá
para um balcão.

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