Você é meu
amigo! Frase mais ouvida em bares depois que passamos algumas horas regadas à cerveja
e outros drinks. Note as primeiras horas em um bar: possui
certo ar de seriedade, mas, depois de algumas horas, ficam barulhentos, com
risos completamente desenfreados, pessoas se abraçando e trocando
confidencialidades na porta do banheiro.
Aliás,
para as mulheres a questão crucial é o banheiro. Há sempre filas e há sempre
alguém falando: “Nossa, porque sempre tem fila no banheiro das mulheres?” Esta
é uma questão muito complicada para se relatar em pequenas palavras, mas tem
haver com higiene, vaidade, hepatite, concentração, equilíbrio e força. Mas não
há problemas, porque apesar de apertadas sempre fazemos amizades na porta do
banheiro, nem que seja para fazer piadinhas, com quem está demorando lá dentro,
ou para avisarmos aos homens que o banheiro masculino está ocupado, porque
homens não fecham a porta, mesmo sendo paranóicos. Quando pensam que outro
homem pode estar olhando para sua bunda, balançam a cabeça e dizem: “Ei Fião! Tá me estranhando? Sai para lá!”
Existem
acontecimentos que são recorrentes em bares, somente faz-se necessária a
observação. Há cenas que parecem as mesmas, mas acontecem em dias e momentos
diferentes.
---“Ei,, este copo é meu! Disse ao amigo após perceber que seu
copo estava sendo trocado.
--- É seu? Nãããõooo, é meu! Disse
confuso ao amigo que o questionava.
--- Ah, então é o seu! Ou é o meu?! Cadê o meu se este copo é o
seu? Confundiram-se após perceberem
não havia dois copos sobre a mesa.
--- Nossa, adoro esta banda! Comentou
um menino no balcão ao ouvir os primeiro riffs de guitarra que começam a sair
da Jukie Box.
Ao seu lado, um camarada ruivo, daqueles
que você só conhece pelo apelido, respondeu ao menino:
--- É um lixo, não suporto este vocalista, rockstar dos diabos no
vocal!
O menino do balcão estava tão
encantado que continuou a escutar a música, cada vez mais presente no ambiente,
e disse ao ruivo carrancudo:
--- Eu gosto daquela música: Cuidado, Cuidado, senão você dança!
--- Canta direito! Disse o ruivo rindo.
Por um instante, alguns gritos ecoaram
no recinto e uma pequena confusão:
--- Está olhando o que, “mermão”?
--- Quem? Eu?
--- É, você mesmo!
--- Eu não to olhando para você, tá loco?!
--- Agora não está?Seu covarde!
O dono do bar, logo acabou com a
confusão:
--- Aqui não! Sai para lá!Aqui é
um bar de família!
Subitamente, o homem com mania de
perseguição levantou o copo que estava em sua mão e lançou abruptamente a
cerveja no rosto do suposto perseguidor.
--- O que é isto?Está louco?
--- É que eu não vou com a
sua cara! Disse com ar de deboche o
perseguido.
--- Ah! Eu também não vou com a sua e nem por isso fico jogando
cerveja na sua cara! Respondeu furiosamente o suposto perseguido. Pensando que
o sujeito estava louco, optou por ignorar, levantou-se e foi embora. Passou
pela sua cabeça se deveria ou não revidar, desejou que aquele sujeito não
saísse com uma mulher por um ano, que contraísse qualquer doença venérea, mas
só resmungou: “vai para o inferno você e sua cerveja quente!”
No bar tem sempre aquele que fala sem
parar e aquele que não fala nada, tem o cara que pede tudo e o que faz questão de pagar tudo! A única coisa que é difícil ter
em bar é limites quando o assunto é parar de beber. Na roda de amigos a
conversa vai ficando cada vez mais animada.
--- Odeio a Lei Seca! Disse embriagado o amigo motorista.
--- Eu também, malditos políticos
corruptos! Exclamou bravamente o anti-governista.
--- É culpa daquela mulher da
rede globo e agora vou preso r igual bandido? Indignou-se o anti-mídia
golpista.
--- Tá certo cara, você não está em
condições de dirigir! Tá bêbado! A lei está certa! Protestou o amigo a favor da
Lei Seca.
-Eu não sou bandido, eu pago meus
impostos! Continuou esbravejando o motorista.
Logo começou com ar de discurso o
amigo economista:
--- A solução é pontual e não
estrutural. Precisamos transporte público, porque o trabalhador labuta o dia
inteiro e só quer beber sua cerveja com os camaradas em paz! E o que ele faz?
Não pode mais beber? Não é justo, precisamos de condução e condição.
Surge mais um companheiro de bar
e diz:
--- Na Europa tem transporte
público a noite toda, o cara bebe e tem como voltar para casa.
--- Vai pagar pau para gringo
para lá!Vá! Na Europa! Aqui é Brasil.
De repente, no meio da conversa
tão intensa e inspiradora, surge desnorteado o amigo enólogo:
--- Ei, vocês preferem vinho Cabernet ou Merlot? Será que Cabernet
harmoniza com torcida pimenta mexicana?
--- Eu prefiro o que tiver!Que frescurada é esta?
--- Ei Fião, quantas cervejas já
bebemos?
--- Vixi, to guardando as tampinhas, mas não sei aonde foram parar.
No meio da conversa, o amigo que
não resiste a uma piada perguntou:
--- Ei, sabe qual é o cara mais
feio do mundo?
--- Não, qual? Diz o amigo dentro
da lei.
--- Pergunta para sua mãe!
Hahahaha.
Animado e cantando entra mais um
amigo no bar:
--- Now I Wanna be
your dog! Desce mais uma, please, thank you!
Telefone toca, e o amigo economista
atente, é a sua esposa. Ele se locomove rapidamente para fora do bar, enquanto
os amigos gritam e riem: “é a polícia!”
--- Oi amor! Estou com meus amigos. Só com os amigos. Juro, só tem
homem aqui. Voz de mulher? É que estou na rua. O que você quer que eu faça, que
proíba as mulheres de andarem na rua? Eu to indo embora logo mais, falta a saidera. Só a saidera amor, e a cortesia da casa, mas esta eu nem sei se vou
beber. Daqui trinta minutos, talvez quarenta. Claro que não tô bêbado. Não
estou falando mole, é que a ligação está ruim.Sim, estou lembrando do
aniversário da sua mãe, como poderia esquecer? Só a saidera. Eu juro! Beijos...
Como todos sabem, a saidera nunca termina, a cortesia é sempre os amigos que pedem,
e ele jamais se lembraria do aniversário
da sogra.
De repente, o som começa a
tocar e alguém grita “Eeeeeeeeeeee!”
E todo mundo “Eeeeeeeee!” É uma música que todos conhecem, e começam a dançar e
abraços e pulos e você é meu amigo!
Quando
chega a hora de ir embora, melhor ir de táxi. O condutor do veículo, apesar de
um desconhecido, também será o seu melhor amigo e a conversa flui sem muito nexo.
--- Este ponto de taxi que você ficou esperando é perigoso, tem
sempre uns nóias aí, melhor ir para outro ponto, por acaso eu estava passando e
parei. E o cara responde: --- é perigoso mesmo, você tem que tomar cuidado, a
vida de taxista está ficando perigosa. E aí, muita corrida?
--- Agora está melhorando.
--- É lei seca né? Huuummmm!Tá
faturando!.
--- Aonde é que você vai ficar?
---Ah é fácil, esquerda, depois
direita, desceu e chegouuu, entendeu? Vamos de novo: esquerda, depois direita,
desceu e chegouuuu...uhhhh...é fácil!
--- Pelo jeito, a noite foi boa, hein?
--- É, está quente, eu gosto de
frio! Olha aí, o taxista toca rock no
carro dele!
--- Eu gosto de música!
Quando se está bêbado tudo é motivo de riso, e
o carro morre.
--- Morreu? Ainda bem que não fui
eu! Esquerda, direita, desceu e chegôôôuuu, é muito fácil!
O taxista ri e
vê que a conversa não irá fluir, segue o caminho, pois logo o seu melhor amigo
irá descer e se preparar para a próxima dose.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAntes de publicar, saí na quinta-feira e 80% do que está aí, aconteceu..rsrs. Pensei, não estou exagerando!
ExcluirEntão foi tirar a prova antes de públicar, espertinha ...
ExcluirEstou lendo e rindo aqui hahaha...
A hora que a gente entrou no seu Antonio na sexta-feira, a primeira coisa que o cara perguntou: Cade meu copo? Este é meu copo? kkkk
ExcluirAdorei o texto Paulinha.
ResponderExcluirHahaha....Qualquer semelhança é mera coincidência.
Demais! hahahaha
ResponderExcluirA briga dos copos sempre acontece, eu sempre faço isso...rs