--- Moça, pelo amor de Deus, você poderia me ajudar? Foi desta forma que fui abordada no supermercado há algumas semanas atrás.
--- Em que? Respondi prontamente.
--- Qual é o coentro e qual é a salsinha? Minha mulher me mata se eu levar errado de novo.
Senti pena daquele marido, desnorteado com dois pacotinhos na mão e por um instante passou tantas coisas pela minha cabeça. De certa forma a mulher estaria com razão, não há nada mais frustrante que esperar o último ingrediente para concluir seu prato e chegar o ingrediente errado. Neste caso, há um agravante ainda maior, o Coentro. A sua Mulher não iria simplesmente dar uma surra com o pacote de coentro em sua cabeça, e nem mesmo enfiar o coentro goela abaixo. Ela olharia o maço de coentro e ficaria com o rosto desolado e diria: - Não acredito! Isto é coentro! Eu pedi Salsinha! Mas você como sempre faz de tudo para me irritar, trouxe logo o Coentro. Ele com uma cara triste diria: - Desculpas, mas eu não vejo a diferença entre um e outro. E logo irritada e perplexa diria: Como não? - Não tem nada a ver coentro com salsinha. A cor é diferente, o cheiro é diferente e principalmente o sabor é diferente. É como se fosse as gêmeas Ruth e a Raquel de mulheres de areia, parecem iguais mas não são! Coentro é egocêntrico, ele quer aparecer mais que o prato principal! E de repente a Salsinha se tornaria o prato principal e o assunto para o resto da semana. Ela diria a familiares que a comida não estaria boa porque faltou salsinha, ela não perderia a chance de explicar inúmeras vezes quais as diferenças entre um ou outro, contaria para amigas e para os amigos e assim ele se sentiria constrangido com a proporção que a história tomaria.
Luiz Fernando Veríssimo não vê graça na salsinha, eu particularmente tenho pavor de coentro. A única criatura capaz de colocar o coentro egocêntrico no seu lugar é o Peixe. Por isso, que costumo utilizar esta erva somente em moquecas ou no peixe assado.
Então, me compadeci daquele pobre cidadão e disse: CLARO! E logo pedi para ele cheirar um e outro, mais de três vezes e ele aprendeu a não trocar mais as “inofensivas” folhas verdes! Logo a alegria encheu o seu rosto e me senti feliz por evitar um conflito que poderia a chegar a graves conseqüências.
E assim continuei as minhas compras, chegando em casa abracei o meu marido e disse: os complicadores da vida são os pequenos problemas. Ele respondeu: --- É verdade! O que teremos para o jantar? Eu respondi:- Pensei em peixe, mas deixa para lá!
--- Em que? Respondi prontamente.
--- Qual é o coentro e qual é a salsinha? Minha mulher me mata se eu levar errado de novo.
Senti pena daquele marido, desnorteado com dois pacotinhos na mão e por um instante passou tantas coisas pela minha cabeça. De certa forma a mulher estaria com razão, não há nada mais frustrante que esperar o último ingrediente para concluir seu prato e chegar o ingrediente errado. Neste caso, há um agravante ainda maior, o Coentro. A sua Mulher não iria simplesmente dar uma surra com o pacote de coentro em sua cabeça, e nem mesmo enfiar o coentro goela abaixo. Ela olharia o maço de coentro e ficaria com o rosto desolado e diria: - Não acredito! Isto é coentro! Eu pedi Salsinha! Mas você como sempre faz de tudo para me irritar, trouxe logo o Coentro. Ele com uma cara triste diria: - Desculpas, mas eu não vejo a diferença entre um e outro. E logo irritada e perplexa diria: Como não? - Não tem nada a ver coentro com salsinha. A cor é diferente, o cheiro é diferente e principalmente o sabor é diferente. É como se fosse as gêmeas Ruth e a Raquel de mulheres de areia, parecem iguais mas não são! Coentro é egocêntrico, ele quer aparecer mais que o prato principal! E de repente a Salsinha se tornaria o prato principal e o assunto para o resto da semana. Ela diria a familiares que a comida não estaria boa porque faltou salsinha, ela não perderia a chance de explicar inúmeras vezes quais as diferenças entre um ou outro, contaria para amigas e para os amigos e assim ele se sentiria constrangido com a proporção que a história tomaria.
Luiz Fernando Veríssimo não vê graça na salsinha, eu particularmente tenho pavor de coentro. A única criatura capaz de colocar o coentro egocêntrico no seu lugar é o Peixe. Por isso, que costumo utilizar esta erva somente em moquecas ou no peixe assado.
Então, me compadeci daquele pobre cidadão e disse: CLARO! E logo pedi para ele cheirar um e outro, mais de três vezes e ele aprendeu a não trocar mais as “inofensivas” folhas verdes! Logo a alegria encheu o seu rosto e me senti feliz por evitar um conflito que poderia a chegar a graves conseqüências.
E assim continuei as minhas compras, chegando em casa abracei o meu marido e disse: os complicadores da vida são os pequenos problemas. Ele respondeu: --- É verdade! O que teremos para o jantar? Eu respondi:- Pensei em peixe, mas deixa para lá!
Ele deveria ter levado orégano e ponto final.
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