Do mundo das contas para o mundo dos contos! Quando pensei em criar um nome para o meu blog, não achei nada mais conveniente que este, porque a ambiguidade de sentido da palavra Contadora nos remete a pensar: Contadora do quê? Sou contadora de formação e no blog também sou contadora, mas de histórias. Espero que gostem da simplicidade, do amor e o carinho que deposito em cada conto. Sejam Bem-Vindos!! Boa Leitura.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Mulher ao espelho – Poema de Cecília Meireles
Hoje que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.
Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz.
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.
Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?
Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.
Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.
Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.
Despedida
Uma vida se parte
Na parte que ficou sem vida
Adeus, au revoir, adiós, despedida
Não há mais sentido nessa linguagem
que não se sente acolhida
dessa linha em diante
somos apenas partida
Não há mais razões para alimentar
velhas feridas
Adeus, au revoir, adiós, despedida
Paula Prestes - 18/08/2016
Na parte que ficou sem vida
Adeus, au revoir, adiós, despedida
Não há mais sentido nessa linguagem
que não se sente acolhida
dessa linha em diante
somos apenas partida
Não há mais razões para alimentar
velhas feridas
Adeus, au revoir, adiós, despedida
Paula Prestes - 18/08/2016
Despedida
Uma vida se parte
Na parte que ficou sem vida
Adeus, au revoir, adiós, despedida
Não há mais sentido nessa linguagem
que não se sente acolhida
dessa linha em diante
somos apenas partida
Não há mais razões para alimentar
velhas feridas
Adeus, au revoir, adiós, despedida
Na parte que ficou sem vida
Adeus, au revoir, adiós, despedida
Não há mais sentido nessa linguagem
que não se sente acolhida
dessa linha em diante
somos apenas partida
Não há mais razões para alimentar
velhas feridas
Adeus, au revoir, adiós, despedida
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